Contra o Flamengo, Botafogo preferiu intimidar do que jogar futebol

FOLHA DE SÃO PAULO: Por Juca Kfouri

Alberto Valentim saiu de Florianópolis, onde deixou o Avaí na zona do rebaixamento, e chegou ao Rio para botar o Botafogo na mesma situação.

A decisão da direção do Glorioso em ir buscá-lo é desses mistérios insondáveis.

Coube a ele comandar o time cada vez mais da Estrela Solitária contra o líder Flamengo.

O que se viu foi alarmante.

Jogar futebol esteve longe de ser a primeira opção; bater, amedrontar os rubro-negros era a ordem do dia no estádio Nilton Santos.

Pobre Nilton Santos.

Chamado de a Enciclopédia do Futebol, talvez o melhor lateral-esquerdo da história, era clássico, elegante, incapaz de dar pontapés nos adversários.

Rodrigo Caio em Botafogo x Flamengo - Foto: Vitor Silva
O oposto do xerife botafoguense Joel Carli, um dos valentões que desde que soou o apito do complacente assoprador quiseram intimidar os rivais incomparavelmente superiores.

É claro que o Botafogo não tem nada a ver com a decisão da Libertadores no próximo dia 23. Daí a entrar por trás, abusar dos pisões, abrir os cotovelos, só a mediocridade explica, como se a ideia fosse a de entrar duro e explorar o receio dos rivais em ficar fora da final. E tudo isso para nada porque, no fim, com requintes de crueldade, o Flamengo venceu como mereceu.

Grêmio e Corinthians foram goleados pelo Flamengo e não deram um pontapé.

O Botafogo perdeu só por 1 a 0 e distribuiu patadas a granel, uma verdadeira "caça ao homem", como disse o inconformado Jorge Jesus após o clássico carioca.

Valentim, que a tudo via calado, cúmplice da violência, e que durante o jogo já protagonizara cena ridícula ao tentar impedir cobrança de lateral pelo espanhol Marí, deu-se ao luxo de criticar a expressão do português, expondo sua visão xenófoba, corporativista e invejosa do sucesso do lusitano.

Certamente gostou da atuação do argentino Carli, porque aí a xenofobia é esquecida.

Explicar por que o Botafogo só dá chutão Valentim e seus valentões não explicaram.

Nem precisava.

Assim como sua contratação, não há explicação.

PREPARO FÍSICO

Se parte do sucesso do Flamengo está na preparação física diferenciada, parte do fracasso do Corinthians também se deve a ela. Pelo menos é o que se ouve nos bastidores do clube, atribuindo à dupla Fabio Carille/Walmir Cruz o esgotamento dos jogadores.

Difícil saber até que ponto é verdade porque o preparador físico estava na comissão técnica do clube campeão brasileiro de 2017. Verdade que, então, o time também despencou no segundo turno.

Indiferente às críticas, o treinador já encaminhou o pedido para ter a multa a que faz jus devidamente paga.

Jogar futebol esteve longe de ser a primeira opção; bater, amedrontar os rubro-negros era a ordem do dia no estádio Nilton Santos.

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