Everton Ribeiro revela expectativa por título da Libertadores

COPA LIBERTADORES: Todo jogador do Flamengo vive a expectativa de estar próximo de um feito histórico. Mais precisamente, a uma vitória, no duelo contra River Plate pela final da CONMEBOL Libertadores. Everton Ribeiro, porém, possui um aspecto especial que pode deixá-lo ainda mais marcado. O capitão rubro-negro sabe: em caso de título, a lembrança que gruda no imaginário das pessoas é a da taça sendo levantada. É a foto do pôster.

É o registro que ele pretende guardar para sempre, mas, como todo capitão que se preze, mantém os pés no chão. Não tem nada ganho. A humildade e simplicidade são características que definem o homem da braçadeira no estrelado time do Flamengo. Ao ponto de aceitar dividir o momento mais especial da carreira.



Antes da grande final da Libertadores, Ribeiro recebeu a reportagem de CopaLibertadores.com no Ninho do Urubu e afirmou que, em caso de título, pode levantar a taça em parceria com Diego. O camisa 10 era o capitão até fraturar o tornozelo esquerdo no jogo de ida das oitavas de final, contra o Emelec, no Equador. Só retornou ao time no segundo jogo da semifinal contra o Grêmio, no Maracanã. Na ocasião, Everton Ribeiro fez questão de passar a braçadeira para o companheiro, que entrou em campo sob aplausos e gritos de olé com a goleada de 5 a 0 sobre os gremistas.

Além desse desejo de novamente prestar um reconhecimento ao colega, Everton Ribeiro dividiu um pouco de como é a responsabilidade de capitanear um grupo que tem encantado o Brasil. Dono de uma técnica refinada, o camisa 7 é um dos três únicos jogadores titulares do time remanescentes do grupo do ano passado, ao lado do goleiro Diego Alves e do volante Willian Arão. Um líder autor de três gols nesta Libertadores e que sonha com a Glória Eterna para igualar o feito conquistado apenas em 1981 pelo time comandado por Zico, o eterno capitão do Flamengo. Confira a entrevista.

O que significa entrar em campo com a braçadeira de capitão em um time como o Flamengo?
É uma honra. Nem nos meus melhores sonhos acho que teria chance de estar hoje numa final, ser o capitão da equipe, ter essa responsabilidade boa. É uma honra, estou muito feliz de estar nesse momento tão esperado.

Que lembranças você tem de capitães famosos no futebol? Quando fala em capitão, o que vem na cabeça?
A melhor hora, a de levantar a taça. Todo mundo comemora, mas a foto fica especial, podendo levantar a taça. A gente lembra do Cafu levantando a taça da Copa do Mundo, o Dunga. São muitos exemplos de jogadores vitoriosos. O que fica mais marcado é a taça.

Uma cena marcante na semifinal foi você passando a braçadeira para o Diego quando ele entrou em campo. O que representou esse gesto?
O Diego é um parceiro, um amigo. Simbolizou um pouco a união que a gente tem, ali dentro de campo. Poder celebrar a volta dele, num jogo importante como foi. Dar uma motivação a mais a ele, saber que ele faz parte desse grupo que está chegando à final da Libertadores pelo Flamengo. Isso foi um gesto mínimo que a gente pode ter ali na hora para agregar ainda mais nossa equipe.

E ficou a dúvida: se o Flamengo for campeão, você vai levantar a taça ou será o Diego?
O importante é a gente estar ali junto, comemorando. O mais importante é a taça. Se puder levantar nós dois, vai ficar marcado. O mais importante é a gente ser campeão e ficar marcado na história do Flamengo.

Em cima disso de gesto, qual a postura do jogador quando se torna capitão? Que tipo de liderança ele exerce e como você trabalha?
Ser capitão tem uma responsabilidade grande. Tem de ser um exemplo. Tem várias maneira de exercer essa liderança. Acredito que eu seja mais uma liderança técnica, de uma boa postura para o grupo, para fora também. Tem jogadores que exercem mais com a palavra. Uns falam mais, outros têm mais posturas de exemplo. Acho que nossa equipe se completa bem nesse quesito.

Depois que você passou a ser capitão, você conversou com o Zico, o grande capitão da história do Flamengo?
Não. O Zico, quando cheguei, fiz uma entrevista com ele, é um ídolo, não só da nação, como do futebol. Ele é um exemplo. Espero que ele esteja gostando do nosso futebol, o que a gente vem apresentando. Que a gente possa aumentar a história dele. Ele sempre será o ídolo máximo do Flamengo e a gente possa aumentar. E que ele esteja com a gente comemorando.

Qual o significado de olhar para a frente e ver que o Flamengo está na final da Libertadores, algo que não acontecia há 38 anos?
É uma coisa que a gente sonhava em alcançar, mas acredito que ainda não temos a grande imensidão que é isso. A torcida está em êxtase, os jogadores estão esperando esse momento. É algo grande que estamos fazendo, e para ficar tudo perfeito tem que ganhar o título para ficar marcado na história.

É o melhor time que você jogou?
Ah, sem dúvida. Estamos vivendo um momento muito bom, marcando um momento no futebol brasileiro, que vinha muito de futebol de reação. De marcar primeiro para depois tentar fazer o gol. E nós tentamos o gol desde o primeiro minuto. Estou vivendo isso, estou muito feliz de estar participando disso.

A humildade e simplicidade são características que definem o homem da braçadeira no estrelado time do Flamengo.

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