Autor de 'dezembro de 81' celebra sucesso que embalou o bi do Fla

O DIA: Por Yuri Eiras

'Se um dia eu pudesse ver, meu passado inteiro'. A letra de 'Primeiros Erros', composta por Kiko Zambianchi, sucesso da banda Capital Inicial, parece perfeita para explicar a obsessão da torcida do Flamengo em reviver um título mundial. Eric Barceleiro, de 32 anos, não era nascido quando o Rubro-Negro botou os ingleses na roda, mas desde a infância sabe de cor e salteado a história da maior conquista do seu clube do coração.

Ao perceber que a torcida pouco celebrava os heróis de 1981, compôs, meio a sério, meio de brincadeira, a música mais cantada e ouvida em 2019. Não tem Ferrugem, Marília Mendonça ou MC Kevinho que supere o sucesso de 'Em dezembro de 1981'. Pelo menos para os rubro-negros.

Foto: Divulgação
A versão torcedora de 'Primeiros Erros' foi composta por Eric entre 2011 e 2012, sem a menor pretensão de ser um hit das arquibancadas.

"Nas redes sociais da Nação 12 (torcida organizada do Flamengo), havia um grupo para propor letras. Uma vez sugeriram fazer uma versão baseada nessa música. Eu fiz, ela vingou, mas ficou esquecida durante algum tempo", conta Eric. "Só veio pegar na veia em 2017, quando o Flamengo passou a frequentar competições sul-americanas mais constantemente".

Neste ano, ao longo da campanha incrível na Libertadores, 'Em dezembro de 1981' deixou de ser letra para se tornar um mantra da torcida no Maracanã. "O problema é que está todo mundo ganhando dinheiro, menos eu".

Nada de lucro com a versão

Registrado como autor da versão, Eric ainda não lucrou com o sucesso, apesar de artistas como Buchecha, Ivo Meirelles e Dennis DJ já terem regravado a canção.

"Foi o próprio Kiko Zambianchi quem me deu o toque. O Ivo me chamou para conhecê-lo, e ele comentou: 'Você deve ter alguma coisa para receber'. Aí, me deu o estalo. Estou correndo atrás disso".

Agora, o próximo passo é conversar com o próprio Kiko, que já havia concedido a autorização para a versão de Eric. Mas nenhuma dor de cabeça é maior do que o orgulho de ver a música vingar e ultrapassar as barreiras do país — foi a mais cantada no segundo tempo da final em Lima, antes de o Flamengo virar o jogo sobre o River Plate, e também no dia seguinte, na comemoração no Rio.

"A gente sempre reclamou do distanciamento entre time e torcida. Me enche de orgulho ver essa identificação atual. Depois dos jogos, é o time quem puxa a música, ainda no campo. E o mais impressionante é que boa parte dos titulares não é cria da Gávea", argumenta Eric. A partir de dezembro, no Catar, seu verso final será cantado a plenos pulmões: "E agora seu povo, pede o mundo de novo".

Foi a música mais cantada no segundo tempo da final em Lima, antes de o Flamengo virar o jogo sobre o River Plate.

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