Brasileiro sub-20: A taça do dia do flamenguista

ENTRE AS CANETAS: Por Ricardo Gonzalez

Comentei neste domingo para o Sportv a decisão de um grande Campeonato Brasileiro sub-20. Por onde passaram joias que têm tudo para brilhar num futuro próximo, como Thales Magno (Vasco), Marcelo e Evanílson (Fluminense), Nathan e Janderson (Corinthians), Marquinhos (Atlético-MG), Vinícius Popó (Cruzeiro), Morato (São Paulo, já no Benfica). E que teve finalistas à altura, Flamengo e Palmeiras. Deu o Rubro-Negro, num ano de ouro para seu torcedor, para colocar na moldura. O time precisava vencer por dois gols, venceu, sem sofrer, por 3 a 0, levou uma taça inédita para o clube, e unificou os Nacionais profissional, sub-20 e sub-17. Na lista de joias, podemos incluir Esteves, Alan e Angulo (Palmeiras), mais Reinier, Hugo Souza, Gomes, Yuri César, Wendel, Vitor Gabriel (Flamengo) e todos os campeões.

Flamengo campeão Brasileiro Sub-20 - Foto: Marcelo Cortes
Num post anterior eu lembrava que no jogo de ida, no Pacaembu, o Palmeiras fizera apenas 1 a 0, com quatro bolas na trave, e deixara o Flamengo vivo. E isso, hoje, é mortal. O time paulista sentiu a falta de seu lateral-esquerdo Esteves, expulso no primeiro jogo. E o rubro-negro Maurício Souza, que tinha Yuri César em melhores condições, entrou também com Gomes como segundo volante. E que partida fez esse menino...

Desde o início o Flamengo atacou, e desde o início o Palmeiras tinha dificuldade de fazer o mesmo. Teve algumas situações de contra-ataque provocada por erros da parelha de zagueiros cariocas, que erravam muitos passes. Mas aos 28, Gomes roubou uma bola no meio e acionou Yuri. Ele parte, toca em Wendel e recebe de volta. Danilo perde tempo no giro e quando vai ver Yuri já estava engatilhado para chutar. A bola ainda desviou em Helder e morreu no gol.

No segundo tempo, embora o 1 a 0 não fosse de ninguém - levaria a disputa aos pênaltis -, o Palmeiras encolheu-se ainda mais do que no primeiro. O Flamengo, ao contrário, passou a atacar de maneira mais intensa, era quase uma consequência natural que saísse o segundo gol rubro-negro. E saiu, aos 24. O lateral Ramon deu uma meia-lua em Kaíque Mafaldo e foi derrubado na área. Wendel bateu bem e fez 2 a 0 Flamengo.

Aí o Palmeiras começou a atacar. E vem a pergunta que eu sempre me faço: por que diabos a maioria dos times que tem uma vantagem mínima só ataca depois que a perde? É nesse sentido que Jorge Jesus é revolucionário, porque faz o óbvio. E, perdendo por 2 a 0 e na iminência de perder o título, o ataque é atabalhoado, com bolas rifadas, a boa organização que o Palmeiras mostrou ao longo do campeonato foi inteiramente para o lixo.

Aí para fechar uma conquista especialmente brilhante, o Flamengo fez 3 a 0 com direito a assistência de letra de Lázaro (ele mesmo, o herói do título mundial sub-17 para o Brasil, no mesmo estádio em Cariacica) para Guilherme Bala mandar para as redes. Fecho de ouro para um time que pode incluiu, naquela lista de joias do início do post, pode incluir o técnico Maurício Souza. Que pelo visto tem aprendido um bocado com a convivência com Jorge Jesus...

Desde o início o Flamengo atacou, e desde o início o Palmeiras tinha dificuldade de fazer o mesmo.

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