"Chegada do Jorge Jesus fez todo mundo jogar melhor", diz Arão

EXTRA GLOBO: Igor Siqueira

Willian Arão já esteve muito perto da porta de saída do Flamengo. Não faltou vontade de ambas as partes - clube e jogador. Mas em uma das voltas que o futebol dá, o volante viveu uma guinada a ponto de se tornar titular incontestável do time campeão da Libertadores e do Brasileirão. A mudança de status diante da torcida rubro-negra faz Arão refletir e desfrutar do momento atual.

- São eles que têm que falar. Mas tá bem o Arão. Tá bem - disse o jogador, em conversa com o JOGO EXTRA nesta segunda-feira.

Willian Arão, campeão da Libertadores pelo Flamengo - Foto: Alexandre Vidal
A resposta tem a ver com uma expressão que viralizou logo no primeiro jogo-treino sob o comando de Jorge Jesus. O técnico português esbravejou à beira do campo para corrigir o posicionamento do meio-campista. E os conselhos transformaram Arão durante a temporada. Veio a mudança em termos de popularidade com a arquibancada.

- Sempre estive trabalhando. A chegada do Jorge Jesus fez uma mudança não só comigo, mas para o time todo. Todo mundo começou a jogar melhor. Foi um marco - comentou o meio-campista.

No papel, Arão passou a atuar de forma mais recuada, contribuindo para a saída de bola do Fla, mas sem abandonar o fator surpresa e a efetividade nas bolas paradas ofensivas. Com a saída de Cuéllar, ganhou de vez a posição. No Brasileirão, Arão é o líder de desarmes certos no Flamengo, segundo o Footstats. Em números gerais, o 16º da Série A - algo expressivo, já que o time costuma ficar mais tempo com a bola do que os adversários.

Em 2018, quando ficou muito perto de se mudar para o Olympiacos, da Grécia, ele teve seu pior ano em termos de presença em campo. Foram só 32 partidas. Mas veio 2019 e com ele a reconciliação. Até o momento, Arão é o jogador com mais partidas nesse ano inesquecível para o Flamengo: são 58. Em minutos em campo, o volante já bateu a marca dos 5 mil na atual temporada e só perde para o goleiro Diego Alves.

- Estou feliz. É um prazer poder fazer parte desse clube. Altos e baixos todos os jogadores têm. Esse momento, não só para mim como o time todo, é inesquecível. Então, é fruto do trabalho. Vou continuar trabalhando - comentou.

Aos 27 anos, Arão chegou ao segundo título de Libertadores da carreira. Ainda aos 20 anos, em 2012, ele era um garoto coadjuvante no Corinthians de Tite, que desbancou o Boca no torneio sul-americano e venceu o Mundial diante do Chelsea. Agora protagonista no Flamengo, o volante terá nova oportunidade de conquistar um troféu internacional:

- Espero agora poder jogar lá. Estou muito feliz.

Até o momento, Arão é o jogador com mais partidas nesse ano inesquecível para o Flamengo: são 58.

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