Com reforços, Fla busca disputa interna para estimular jogadores

LANCE: No decorrer de 2019, os líderes do elenco do Flamengo convergiram no discurso e pregaram, com afinco, "pés no chão". Os títulos vieram. Agora, com o mercado da bola a entrar em ebulição, os mesmos, até involuntariamente, pedem reforços para que a concorrência interna seja elevada.

Filipe Luís, por exemplo, fez questão de entrar neste assunto após a derrota para o Liverpool, na decisão do Mundial de Clubes.

- A minha dor é muito grande, mas a única coisa que quero agora é que o Flamengo continue contratando e aumentando a concorrência, que não pare essa ambição (de títulos) nunca. Vamos ter mais oportunidades para voltar aqui (Doha, no Mundial-2020), sem dúvidas - comentou o lateral-esquerdo.

Foto: Divulgação
Antes do 16º Jogo das Estrelas, Everton Ribeiro também pediu reforços e um elenco ainda mais encorpado para o ano que vem.

O ATAQUE

A diretoria do Flamengo está em movimento. Pedro Rocha foi anunciado às vésperas do Natal, por empréstimo junto ao Spartak-RUS, até dezembro de 2020. Com isso, o Rubro-Negro passa a ter outro jogador de peso para cumprir as funções extremas do ataque, dando mais possibilidades a Jorge Jesus na montagem da equipe. Brigará por espaço entre os 11, assim como Vitinho.

Além de Pedro, o ponta-direita Thiago, ex-Náutico e de 18 anos, chega para reforçar o time sub-20. Contudo, no início do Carioca, terá a chance de atuar entre os profissionais - já que o grupo principal esticará as férias.

E centroavante? Jesus admitiu, logo em seu início no Ninho do Urubu, que o seu o primeiro pedido à diretoria foi um pivô, que atuasse mais centralizado. É uma carência do atual elenco, que só vê o garoto Lincoln, uma incógnita, para esta função.

Pedro, ex-Fluminense e atualmente na Fiorentina, está distante. E, nesta semana, o jornal português "Record" informou que o Fla voltou a enxergar Luiz Phellype com bons olhos. O Sporting só venderia o centroavante de 26 anos a partir de 10 milhões de euros (cerca de R$ 45 milhões). No entanto, o negócio só andará com a situação de Gabriel Barbosa - prioridade - resolvida.

Em tempo: o Flamengo, com uma proposta de 16 milhões de euros (R$ 72 milhões) afirma ter um acordo com a Inter de Milão. Restaria, assim, a definição de Gabigol. Por falar em um possível adeus, o estafe de Bruno Henrique tem quatro propostas da China em mãos. Já Berrío e Lucas Silva, que perderiam ainda mais espaço com a chegada de Pedro Rocha, devem ser emprestados.

O MEIO

O setor de meio-campo é o que, por ora, está mais distante de concretização de caras novas. Thiago Maia, Bruno Guimarães e Wendel são três meio-campistas que estão sendo monitorados de perto. O primeiro, do Lille e já declarado torcedor rubro-negro, que o aguarda na reapresentação em janeiro, estaria em conversas mais adiantadas para um empréstimo de uma temporada.

Quanto a saídas, o Flamengo, blindado por contratos longos, não deve perder jogadores no meio, mesmo com a valorização de suas estrelas.

A ZAGA

Para o setor defensivo, o Flamengo já assegurou um nome: Gustavo Henrique. O zagueiro de 26 anos está apalavrado com o clube e, em fevereiro, quando findar o seu vínculo com o Santos, vestirá a camisa e assinará contrato. Em 2019, atuou em 55 jogos, sendo 54 como titular, marcando cinco gols.

Para a lateral direita, dois nomes estão na mesa do Flamengo, ambos do futebol mineiro: Guga, do Atlético-MG, e Orejuela, do Cruzeiro. Afastado por postar um vídeo de comemoração do título da Libertadores do time de Jorge Jesus, o primeiro, de 20 anos, despistou sobre o interesse do Rubro-Negro, que não se interessou pelos valores expostos pelo Galo, responsável por seus direitos econômicos até 2023.

Já Orejuela tem contrato de empréstimo com o Cruzeiro, que, mesmo sufocado financeiramente, pretende exercer a preferência de compra do jogador ao Ajax, da Holanda. Em seguida, emprestaria e repassaria o pagamento dos salários (na casa dos R$ 450 mil mensais). O Fla está ciente dos números e condições.

Ambos os laterais chegariam ao Flamengo para ocupar a lacuna deixada pela saída de Rodinei, cedido ao Internacional até o fim de 2020, com opção de compra fixado ao fim do contrato. Outra saída confirmada é a de Rhodolfo, cujo vínculo se encerrou e não será renovado.

As lideranças do elenco pediram e estão de olho nas movimentações da diretoria. A sede por mais competitividade é apenas outro reflexo do projeto vencedor de Jorge Jesus. A aguardar as próximas e aguardadas movimentações.

Quanto a saídas, o Flamengo, blindado por contratos longos, não deve perder jogadores no meio, mesmo com a valorização de suas estrelas.

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