Flamengo e Jorge Jesus, quites até na gratidão

ENTRE AS CANETAS: Por Ricardo Gonzalez

A notícia veiculada na Argentina de que o destino de Jorge Jesus pode ser o mega Barcelona deixa, se for de fato, o Flamengo sem muitas opções. Afinal, quem não quer ter no currículo ?naquele que é "mas que um club"? Se comandar Bruno Henrique e Gabigol deve ser ótimo, imagine pode escalar em seu time Messi e Luisito Suarez. Se acontecer, é evidente que o Flamengo foi o trampolim para esse ápice, até porque Jesus trabalhou anos em Portugal, a poucas horas de voo de Barcelona, os catalães poderiam tê-lo percebido antes, mas só agora surge a possibilidade. Se acontecer, Jesus não sairá com qualquer dívida com o Flamengo. Em seis meses, deu ao clube o que nenhum treinador lhe deu desde Cláudio Coutinho - que deu início e montou a base do ainda melhor Flamengo de todos os tempos.



Se Jesus saísse amanhã, antes portanto da final do Mundial, já teria deixado uma história a altura do que significa o Barcelona (ou qualquer grande europeu, como Jesus comentou com seus amigos jornalistas de Portugal) na carreira de qualquer profissional. Recorde de pontos, recorde de gols, recolocação do Flamengo sob os holofotes internacionais, transformação de jogadores normais (como Rodrigo Caio, Marí, Arão, Gerson, Éverton Ribeiro e Bruno Henrique) em jogadores acima da média. Transformação, em seis meses, de um time que vivia de cheirinhos a uma condição indiscutível de melhor time da América Latina.

Se colocarmos todos esses feitos num clube com a torcida que tem o Flamengo, é muita coisa. É um feito gigantesco. Se fossem elementos que pudéssemos medir ou pesar... olha, é capaz de o Flamengo ainda estar em dívida com o português mesmo se o colocar no Barcelona. Se ganhar do Liverpool, o "é capaz" vira "indubitavelmente".

Uma outra coisa que também não há como medir é gratidão. Não tenho dúvida nenhuma, por todas as manifestações dele, que Jesus é grato ao Flamengo, em especial a sua torcida. E menos dúvida tenho que essa gratidão é recíproca, do clube enquanto instituição e da massa que o segue. Pelos trabalhos, pelos títulos.

E talvez mais do que isso, pelo carinho com as crianças em geral, e com os pequenos que lutam pela vida no Inca (onde Jesus esteve semana passada para deixar um pouco de sua luz por ali). Isso é muito maior do que o Barcelona.

Se colocarmos todos esses feitos num clube com a torcida que tem o Flamengo, é muita coisa. É um feito gigantesco.

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