Foi bonita a festa, pá...

Fiquei contente. Uma festa brasileira com certeza, com um sotaque português. Enfim, nesta festa não tem casinha para guardar (aliás, casinha, no tempo do meu pai, era o banheiro que ficava fora da residência), que combina com o cheirinho, que pelo odor deve ficar um bom tempo longe da gente. Até mesmo a Libertadores, que tem o nome em homenagem aos libertadores da América (porque também somos americanos, só que melhores), que não combina com o cheiro que ditadores, como em 81, ou aprendizes de plantão pensaram em usar, e passaram longe dela, onde somente os rubro-negros colocaram as mãos, alguns até uns poucos minutos antes, colocando a mão no coração, porque o coração de todos nós estava batendo muito antes, forte no durante e, surpreendentemente, ressoando no final, um pouquinho antes do depois.

Alguns pensam no mundial, naquele jeito caipira de ser, de achar que tem a obrigação de cruzar o Atlântico para mostrar pros europeus que nós somos bons. Diria minha mãe, e talvez o nosso português da hora: Tem necessidade disso?

Everton Ribeiro subindo alambrado para comemorar título com a torcida do Flamengo - Foto: André Mourão
Tem não. Como o MC Mister disse: Por que não a Liga? Ah! Sim, a Champions de vocês! Não, Mister, a nossa Libertadores tem um nome mais bonito, apesar de, grotescamente, o anel do Bruno Henrique tenha inscrições em inglês.

Pode isso, Mister, um continente sul-americano, onde, predominantemente, fulgura a última flor do Lácio y una lengua hermana, elas serem relegadas ao segundo plano?

É a nossa Liberta, como é esse jeito descompromissado que a gente trata das coisas sérias.

Que aconteça o mundial, que seja mais uma festa de formatura, um tipo de viagem de prêmio ou coisa assim. Para nós, tem que existir a Libertadores, cada vez mais disputada, e, quem sabe, valorizada, seja um primor de organização.

Que ele venha, talvez trazendo uma prima pobre para completar a coleção, tipo: Já que é pra trazer, vamos lá buscar. Se ela quiser ficar por lá, não vai fazer a menor diferença, vai ter muita gente na rua para festejar, porque o importante é fazer uma festa bonita, pá!

*Nilson Lattari é um escritor rubro-negro que não escreve sobre esportes, mas tem uma hora que não dá para pensar. Blogueiro no site www.nilsonlattari.com.br

Que aconteça o mundial, que seja mais uma festa de formatura, um tipo de viagem de prêmio ou coisa assim.

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