Advogada indicia Eduardo Bandeira por homicídio doloso

BLOG DO JORGE NICOLA: Um ano se passou desde a morte de dez adolescentes do Flamengo, queimados em um incêndio no Ninho do Urubu, e quase nada foi resolvido. A Justiça não apontou culpados e o Rubro-Negro só chegou a acordo com três famílias, para irritação da advogada Gislaine Nunes, que representa Rosana de Souza, mãe de Rykelmo, uma das vítimas fatais.


“O Flamengo tem agido muito mal, a começar por essa história de que já houve acordo com três famílias e meia. Não existe meia família, como eles estão criando”, avalia Gislaine, afetada justamente pelo meio acordo.


É que o pai de Rykelmo aceitou a oferta de R$ 600 mil feita pelo Flamengo.

“A guarda do Rykelmo era da Rosana e o pai, que nunca se importou com o garoto, nunca tomou conhecimento de nada dele, acabou aceitando essa oferta ridícula”, questiona a advogada.


Foto: Gilvan de Souza
Um especialista em direito da família ouvido pelo Blog alega que tal acordo pode ser considerado ilegal por não contar com a concordância da mãe, especialmente porque a guarda era dela. Rosana foi a única a entrar na Justiça contra o Rubro-Negro - todas as outras seis famílias ainda tentam um acordo com o clube antes de brigar nos tribunais.


“Entramos com uma ação pedindo o indiciamento por homicídio doloso do Eduardo Bandeira de Mello (ex-presidente do Flamengo) e do presidente da CBF, em solidariedade, afinal a entidade que organiza o futebol brasileiro deu certificado ao clube para funcionar mesmo naquelas condições totalmente inadequadas”, afirma Gislaine.


Embora a advogada não confirme, a exigência da mãe de Rykelmo é de R$ 6,9 milhões.

“É um valor que consideramos justo, até porque não se trata de uma herança, mas sim de uma indenização”, completa a advogada. Ainda não há audiência marcada, apesar de o processo ter sido iniciado em junho do ano passado.


Gislaine e sua cliente também se mostraram extremamente incomodados com uma entrevista recente concedida pelo presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, o CEO do clube, Reinaldo Belotti, além do vice-presidente geral e jurídico, Rodrigo Dunshee.

“Foi uma entrevista ridícula, em que eles criaram as perguntas para eles mesmo responderem”.


Na entrevista, divulgada no último sábado, pela Fla TV, Landim deixou claro que não aumentará a oferta.

“O clube esteve sempre aberto à negociação, mas, depois de muito discutir internamente, nós estabelecemos um teto. Nós estamos dispostos a, dentro desse teto discutirmos com as famílias, tentarmos adaptar a cada necessidade específica de família, uma forma de atendê-los dentro daquele teto estabelecido pelo clube”, disse Landim.

O Flamengo tem agido muito mal, a começar por essa história de que já houve acordo com três famílias e meia.

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