De Conti admite cansaço com jogos em Brasília, mas não reclama

GARRAFÃO RUBRO-NEGRO: Por Enéas Lima

O Flamengo segue sendo o time na América do Sul com menos derrotas considerando competições nacionais e internacionais nessa temporada. Mas diante do Basquete Cearense, o time novamente abriu uma boa vantagem no placar e sofreu no último quarto. 

O blog Garrafão Rubro-Negro entrevistou o técnico Gustavo De Conti para entender o que vem ocorrendo com o time em quadra nos últimos períodos, o desempenho diferenciado na Champions League Américas e o que pode ser corrigido na continuidade da temporada.

A análise da vitória contra o Basquete Cearense
*Gustavo De Conti – treinador do Flamengo

“Vamos falar dos três primeiros períodos que foram uma coisa boa. No último quarto aconteceram coisas que não poderiam acontecer. Nos três primeiros quartos a gente jogou bem, principalmente o terceiro quarto que a gente voltou mais ligado. Fizemos mais do que estava combinado, tivemos um bom aproveitamento e conseguimos abrir uma boa diferença no placar que nos garantiu a vitória.”

Foto: Divulgação
O desempenho do time no último quarto nas duas últimas partidas do Flamengo contra Minas e Basquete Cearense

“Faltou uma leitura melhor no ataque? Não sei.  A gente fez 95 pontos contra o Minas, talvez tenha faltado ainda mais depois que o Minas fez aquelas trocas e a gente precisava nos virar um pouco melhor diante daquelas trocas. E contra o Basquete Cearense, a gente não está jogando contra ninguém, tem um time de outro lado, mas tem um time do outro lado e com todo o respeito eles acertam também. Os outros times defendem e atacam bem. E frisando a gente tem 3 derrotas na temporada, podendo ser 4 se contarmos o Super 8. As vezes a gente vai jogar bem, as vezes iremos jogar mal, o time que quer ser campeão se faz assim também. E quando joga mal, também precisa vencer. E no último quarto contra o Basquete Cearense teve um aspecto curioso também, o Marquinhos não voltou, o Balbi ficou no banco, o Zach, e tudo isso internamente temos que administrar. A gente já está com um pequeno probleminha no Olivinha, a gente não pode sobrecarregar os jogadores. Os nossos jogos em casa estão sendo praticamente fora de casa. São viagens, a gente não para em casa, tem o aspecto emocional e físico, isso tudo a gente que esclarecer. E não estamos conseguindo treinar pela quantidade de viagens que temos que fazer. E se a gente pesar tudo isso, a temporada está sendo espetacular para a gente. O jogo contra o Basquete Cearense valia simplesmente a vitória, não importava como.”

O cansaço mental e físico em razão das viagens poderia estar atrapalhando o rendimento da equipe durante a temporada

“Eu diria que não é um cansaço mental da temporada, mas sim um cansaço momentâneo. Nas duas últimas semanas que fomos para Brasília, era pra gente ter ficado em casa, treinado. E quando você viaja, você viaja um dia antes, já não treina. E quando volta, volta um dia depois, tu tens que dar uma folga, aí já não treina. Tudo isso está valendo a pena da questão econômica do Flamengo, não tenho que reclamar disso, e sim tenho que agradecer quando tem patrocínio. Você vê tantos times ai sem patrocinadores e acabando. E temos que agradar o máximo possível. E as vezes irão ocorrer jogos como esse contra o Basquete Cearense e contra o Minas, que até a gente não jogou mal, mas temos que continuar em pé, em primeiro e continuar em busca das vitórias. E a gente se preparar para a reta final e a gente no playoff sempre chegarmos bem. A gente tem que ter um pouco de compreensão e paciência, digo a gente, falo de intensamente o nosso grupo, as vezes iremos jogar mal, iremos jogar cansado e o importante é ganhar

A diferença de rendimento da equipe no NBB e na Champions League Américas

“A competição que estamos dando muita importância é a Champions. Então muitas vezes a gente sacrifica, entre aspas, um jogo do NBB ou uma série de jogos do NBB em razão da Champions League Américas. A Champions a gente está bem, pois na Champions todo jogo é eliminatório, vale muito, temos que estar bem. Não adianta a gente sacrificar a Champions e jogar bem um jogo contra o Basquete Cearense, por exemplo, e que ainda é da fase de classificação e dependendo do resultado poderíamos recuperar lá na frente. O planejamento está sendo todo feito em cima disso. O Olivinha poderia jogar contra o Basquete Cearense, ele poderia estar na quadra, mas a gente optou por preservar pois sabemos que daqui a 3 semanas teremos a Champions League e isso vai ser muito importante.”

A presença de Olivinha nos próximos jogos do NBB

“Ele estará conosco na viagem e o caso dele será avaliado no dia a dia para saber quando ele voltará a atuar.”

Tudo isso está valendo a pena da questão econômica do Flamengo, não tenho que reclamar disso, e sim tenho que agradecer quando tem patrocínio.

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