Flamengo diz que famílias não agendaram visita pela manhã

EXTRA GLOBO: Diogo Dantas


O Flamengo explicou o motivo da proibição da entrada de duas famílias de jovens mortos no incêndio no Ninho do Urubu neste sábado, quando a tragédia completa um ano, e a falta de convite a todos os parentes para missas do clube e para o jogo contra o Madureira, no Maracanã.


De acordo com a assessoria do clube, apenas familiares de Pablo Henrique foram liberados, uma vez que combinaram com o CEO Reinaldo Belotti durante a CPI dos incêndios na Alerj, nesta sexta-feira.


Membros da diretoria que foram à sessão na Alerj acreditam que advogada de Pablo Henrique, Mariju Maciel, levou outros representantes que não haviam combinado a ida com o clube para criar uma situação de constrangimento.


Rodolfo Landim - Foto: Marcelo Cortes
O departamento de comunicação informou ainda que não havia ninguém no Centro de Treinamento que pudesse autorizar a entrada de outros representantes. Vale ressaltar que quem libera a circulação de pessoas é o próprio Belotti, não o departamento de futebol.


O Flamengo alega que quando iam autorizar, os familiares de Christian Esmerio e Jorge Eduardo já haviam ido embora. E que a autorização não chegou antes pois os dirigentes, como Belotti e o presidente Rodolfo Landim, estavam em uma missa na Paróquia São Judas Tadeu, no Cosme Velho.


“Não estava no Ninho hoje, estava na missa, na capela. A orientação que a gente deu foi que fizesse isso a partir das 16h, que aí não teria o treino dos jogadores. Ontem, foi alegado pela família do Pablo que eles iam viajar cedo e isso foi flexibilizado. A família foi lá, se identificou, entrou, programou a visita e visitou normalmente como estava previsto. O Leandro, que cuida do Ninho, pegou eles até num carrinho lá para andar com eles, eles fizeram a visita normal”, disse Landim ao canal Paparazzo Rubro-negro.


“O que eu soube que foi apenas uma tia que foi lá sem avisar, ela alegou que era tia do Christian, sem avisar, sem nada. O que a gente pediu, o Reinaldo deixou claro, é que fosse a partir das 16h, ela apareceu lá não sei porque antes das 16h. Aí o pessoal não deixou entrar porque não sabia nem sabia quem era ela. E aí, começou a fazer um barulho danado, muito motivada, pelo que os seguranças me disseram, por uma pessoa que se dizia advogada da família do Pablo, que ficou lá incitando até porque tinha televisão pra tentar mostrar as coisas. Mas, na verdade, eu não vi nada, eu estava na missa. O que eu posso dizer é que, a família do Pablo, que tinha se inscrito e pedido para ir, foi atendida e visitou o local. E quem não tinha, acabou não sendo e parece que foi uma pessoa só. Que foi essa tia, que não sei porque, não ligou para marcar e resolveu ir exatamente no momento que a a gente disse que criaria problema porque tem todo o processo de treinamento dentro do clube”, completou.


A cerimônia feita pelo clube também não foi extensiva aos familiares, que não receberam convite. O Flamengo informou, desta vez, que também não convidou para outras missas ao longo do ano pois se tratava de um ato do clube.


O mesmo critério foi utilizado para não convidar nenhum dos dez parentes para o jogo contra o Madureira no Maracanã. A justificativa exposta pelo departamento de comunicação é que o Flamengo não quer fazer demagogia e quer ser coerente, já que ainda não fechou acordo com todas as famílias.


O Flamengo alega que quando iam autorizar, os familiares de Christian Esmerio e Jorge Eduardo já haviam ido embora.

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