Flamengo está em outro patamar, mas tem que seguir comprovando

FOLHA DE SÃO PAULO: Por PVC

Foi em 13 de novembro, dez dias antes de o Flamengo ser campeão da Libertadores, que Bruno Henrique definiu em duas palavras a superioridade do time em comparação com seus adversários brasileiros: outro patamar.

Desde então, o Fla ganhou o torneio sul-americano, perdeu o Mundial jogando bem, levou 4 a 0 do Santos, perdeu o Fla-Flu com time aspirante, conquistou a Supercopa do Brasil e Jorge Jesus disse outras duas vezes que sua equipe é de outro patamar.

Ninguém é louco de achar o Flamengo um time comum. É extraordinário. Desde a era Zico e a do São Paulo de Telê não havia um time brasileiro tão superior aos demais. Você se lembra de Zico, ou Telê, afirmarem que suas equipes eram de outra esfera? Nunca disseram.

Torcedor do Flamengo com faixa "Estamos em oto patamá" - Foto: André Borges
Outro patamar é vencer jogo após jogo, como tem feito o Liverpool no Inglês. Mesmo assim, ninguém tem certeza de que os Reds ganharão a Champions League.

Para conquistar a Supercopa, o Flamengo enfrentou um Athletico muito mais frágil do que no ano passado. Sem centroavante, incomodou pouco a Diego Alves. Mas, como sempre, houve pontos muito fortes no supercampeão. Bruno Henrique ainda não chegou a seu ápice físico na nova temporada, mas sua força, velocidade e impulsão são... Não, você não lerá que é outro patamar. Repetir isto à exaustão já está virando lugar-comum.

Em Brasília, Jorge Jesus deslocou Gabriel para a ponta direita por boa parte da super decisão, como fazia Abel, sob protestos, há um ano.

Aberto, Gabriel cruzou para Bruno Henrique marcar 1 a 0. Óbvio que Jesus consegue de seus jogadores mais movimentação e que exerçam funções em todos os momentos, na comparação com o time de um ano atrás.

Mas o Flamengo ainda não chegou a seu melhor nível e nem podia se cobrar isso no 4º jogo dos titulares em 2020.

Favorito a muitas conquistas, o Flamengo é, mas existe o risco de quem analisa julgar que há campeões antes de serem de verdade. Aconteceu com o Palmeiras. Do exaltado esquadrão de Felipão, antecipadamente vencedor na 9ª rodada de 2019, até hoje, Luxemburgo já é o 3º treinador e julga haver a necessidade de mudar a fotografia do vestiário. Há muitos proprietários do clube, acostumados ao conforto dos últimos anos.

Contra o Mirassol, com Dudu suspenso, Luxemburgo escalou 4 remanescentes da eliminação da Libertadores contra o Grêmio. Não funcionou com Lucas Lima e Zé Rafael no meio e foram substituídos por Raphael Veiga e Bruno Henrique, este também presente na eliminação de outubro.

Zé Rafael tem se firmado como 2º volante. Descobre espaços. Lucas Lima é elogiado, mas segue sendo um vagalume, que acende e apaga durante um mesmo jogo.

Transformações nos campeonatos do Brasil, por acomodação de jogadores, divergências políticas, vendas, compras, encontros e despedidas são rápidas demais.

O Fla é o 1º campeão do ano porque a CBF revigorou a Supercopa, mas a regra é entender cada equipe à medida em que as rodadas se sucedem. Supercopa à parte, campeão em fevereiro só é certeza de sucesso no ano se for escola de samba.

ATAQUE DE NERVOS
O São Paulo tem 23 partidas sob o comando de Fernando Diniz, ganhou só dez, mas mostra evolução na parte ofensiva. Agride mais, só que não faz gol. São 115 finalizações no Campeonato Paulista e seis gols anotados. Não pode ser apenas falta de sorte.

POUCO A POUCO
Luan melhorou em seus dois últimos jogos pelo Corinthians. No clássico de sábado (15), não brilhou, mas entregou três passes brilhantes, com os quais Fagner e Boselli poderiam ter decidido. Espera-se mais de Luan, mas ele parece melhor do que em 2019.

Mas o Flamengo ainda não chegou a seu melhor nível e nem podia se cobrar isso no 4º jogo dos titulares em 2020.

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