Flamengo não recorreu pelos 10 mil, mas por pedido de penhora

COLUNA DO FLA: O acidente no Ninho do Urubu, que deixou dez garotos mortos, está prestes a completar um ano, no próximo dia 08. Até então, o clube acertou as indenizações com 3 famílias e meia. Porém, ainda resta acordo com outras seis famílias e meia. Atualmente, o clube paga R$ 10 mil mensal para os pais e mães dos filhos que foram vitimados – os que ainda não entraram em acordo.

Porém, anteriormente, o Flamengo pagava R$ 5 mil. A justiça determinou que, a partir de dezembro, essa quantia aumentasse para R$ 10 mil – o que fora feito. O Rubro-Negro recorreu da decisão. Em entrevista ao blog do jornalista Mauro Cezar Pereira, no Uol Esporte, Rodrigo Dunshee de Abranches, vice-presidente geral e jurídico do clube, explicou o motivo.

Foto: Divulgação
— Na ocasião conversamos muito com o presidente Landim. A decisão, a nosso ver contém inúmeros erros técnicos. Como me disse o presidente: não é uma questão de valor, é uma questão de princípio. A começar pela intervenção do Ministério Público, que não representa as famílias, ao invés disso, todas as famílias têm advogado e os seus direitos são individuais, assim a atuação do MP é uma atuação indevida. Além do mais, não foi pedida pensão mensal para as famílias, mas uma penhora de R$ 57 milhões. A decisão deu uma coisa que não foi pedida e isso tecnicamente é errado. O julgador não pode dar algo que não foi pedido -, disse, antes de prosseguir:

— São inúmeras questões técnicas que não caberia explicar aqui. Contudo, no que tange aos valores, o fato é que as quantias disponibilizadas nos acordos feitos pelo Flamengo se aplicados, gerariam renda maior. Não é uma questão de mesquinharia, mas a ideia é que não sejam aceitos pedidos exagerados e fora da realidade. Os acordos já feitos são altos e o Flamengo está pronto a fazê-los com quem mais os quiser. Agora, dizer que o Flamengo não está pagando indenizações é uma grande mentira, uma picuinha de nossos adversários. O Flamengo oferece valores altos, muito acima das indenizações dadas pela justiça, mas não concorda em pagar quantias exageradas -, encerrou o VP.

Agora, o clube paga R$ 10 mil mensal para os pais e mães dos filhos que foram vitimados – os que ainda não entraram em acordo.

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