Flamengo planeja a retirada de cadeiras do Maracanã para 2021

AGÊNCIA BRASIL: Por Verônica Dalcanal
Em entrevista exclusiva no programa “No Mundo da Bola”, da TV Brasil, Rodolfo Landim foi bem enfático ao dizer que o projeto da atual administração é conseguir a concessão do estádio do Maracanã para os próximos 35 anos.
O dirigente revela que o Flamengo ainda estuda a retirada de cadeiras de alguns setores do estádio, desde que consiga a concessão – e isso implicaria num aumento de cerca de 15 mil novos lugares. Mas, isso só será possível no ano que vem, já que em 2020 o o Maracanã será utilizado na final da Copa Libertadores e há um acordo entre Conmebol e CBF para que todos os lugares sejam marcados.
“Existe um projeto de lei que já foi aprovado que permite modificar o Maracanã ou seja, tirar as cadeiras. Isso é uma coisa que é interesse do próprio governo, que é o dono do estádio. Neste ano, isso não será feito, porque vamos ter a final da Libertadores no Maracanã. A ideia é que isso venha ser implementado na concessão de 35 anos. Ficou acertado, no Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) que está sendo preparado para todos os que vão participar do processo licitatório, que se leve esse aspecto em consideração. É um interesse do governo também”, garante o presidente do Flamengo.
Torcida do Flamengo no Maracanã - Foto: Divulgação
Ele ainda descartou a possibilidade de o clube construir um estádio próprio e se disse muito otimista em conseguir a concessão do Maracanã para os próximos anos – a expectativa é de que feche acordo para gerir o tradicional estádio carioca por 35 anos. Segundo o cartola, o custo inicial de um estádio novo para o Flamengo ficaria na casa de R$ 1 bilhão, considerando-se valores atuais. Isso desequilibraria o caixa do clube de forma acentuada e gradativa.
“Seria um endividamento sem precedentes. Não existe essa possibilidade”, declarou.
De acordo com Landim, a casa do Flamengo no Rio tem de ser o Maracanã, pela tradição da relação do clube com o estádio, por sua localização, de fácil acesso para quem vem de várias partes da cidade, e pela grandeza e simbolismo do Maracanã, duas vezes palco de finais de Copa do Mundo.
"Não faz sentido erguemos um estádio para 60 mil pessoas, ao custo de R$ 12.500 por assento, num outro local que oferecesse tantas facilidades como o Maracanã", afirmou. Só com a construção em si, o custo eventual da obra seria de cerca de R$ 750 milhões. O restante do investimento se daria com a aquisição do terreno.


De acordo com o Landim, nesse cenário, o Flamengo teria que se descapitalizar com a quantia aproximada de R$ 70 milhões anuais só para pagar o empréstimo. "Estádio próprio está totalmente fora de cogitação."

O Flamengo estuda a retirada de cadeiras de alguns setores desde que consiga a concessão, implicando num aumento de cerca de 15 mil lugares.

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