Fluminense será julgado nesta terça por grito de "time assassino"

GLOBO ESPORTE: O Fla-Flu desta quarta-feira já começou. Às 17h (de Brasília) desta terça, o Fluminense será julgado pela Segunda Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) pelos gritos de "time assassino" ecoados pela torcida no primeiro clássico contra o Flamengo deste ano, no dia 29 de janeiro, no Maracanã, pela quarta rodada da Taça Guanabara. As provocações fizeram referência à tragédia do Ninho do Urubu que matou 10 jogadores da base rubro-negra em fevereiro de 2019.

Apesar do fato não ter sido relatado na súmula pelo árbitro, o Tricolor foi denunciado pela Procuradoria e enquadrado em dois artigos: pelo teor discriminatório das palavras – 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) – e por descumprir o Regulamento Geral das Competições, Código Disciplinar da Fifa e Estatuto do Torcedor.

Foto: Lucas Merçon
Segundo o procurador-geral André Valentim, autor da denúncia, é de responsabilidade dos clubes orientar às respectivas torcidas sobre o comprometimento de infrações, "sob o risco de serem punidos pelas atitudes de terceiros".


O Fluminense corre o risco de perder os três pontos conquistados no Fla-Flu, mas não de cair alguma posição na tabela do Grupo B. Isso porque ficaria com os mesmos 12 pontos do segundo colocado Volta Redonda, mas manteria a liderança por conta do saldo de gols.
No dia seguinte ao episódio, o Fluminense emitiu uma nota oficial e pediu desculpas em nome de sua torcida. Em comunicado intitulado "Pelo Fair Play do futebol brasileiro", o Tricolor mostrou solidariedade às famílias das vítimas e ao próprio Flamengo, e reprovou a manifestação de parte de seus torcedores.

"O Fluminense Football Club manifestou desde o primeiro momento sua solidariedade com as vítimas da tragédia ocorrida no Ninho do Urubu. Portanto, não pode deixar de registrar a inadequação da manifestação de parte de sua torcida ontem, no Fla-Flu, pois soou excessiva ao chamar o Flamengo de time de assassinos".

Por outro lado, o clube fez um apelo para que "cessem atitudes semelhantes por parte de todas as torcidas", citando casos antigos e atuais como os torcedores do Vasco, que entoaram o mesmo grito no último clássico contra o Flamengo.

Outros julgamentos
Além de ser julgado pelos gritos de "time assassino", o Fluminense precisará defender o auxiliar técnico Maurício Dulac pela expulsão no clássico. Ele foi enquadrado no artigo 258 II do CBJD, por “assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva: desrespeitar os membros da equipe de arbitragem, ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões”.

O juiz da partida também relatou na súmula que as duas equipes atrasaram o retorno ao gramado após o intervalo – o Flamengo ultrapassou um minuto o Fluminense dois. E, portanto, foram incursas no artigo 206, que diz: "dar causa ao atraso do início da realização de partida, prova ou equivalente, ou deixar de apresentar a sua equipe em campo até a hora marcada para o início ou reinício da partida".

O Tricolor mostrou solidariedade às famílias das vítimas e ao próprio Flamengo, e reprovou a manifestação de parte de seus torcedores.

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