Sartori aposta em classificação do Fluminense sobre o Flamengo

BLOG DO SARTORI: Por que não acreditar no impossível? Não duvide desse novo Fluminense comandado pelo bom e trabalhador técnico Odair Hellmann. Acredito, sim, em uma vitória do melhor time do campeonato carioca contra o melhor time do Brasil e do continente sul-americano, nesta quarta-feira (12 de fevereiro), no Maracanã. Detalhe importante: o Flu joga pelo empate por ter melhor campanha na fase de grupos.

Não estou apenas avaliando o Fluminense pela grande vitória no clássico contra o Botafogo por 3 a 0, domingo passado no Maracanã. O futebol contagiante proporcionado pela linha de frente Tricolor. É que futebol é um esporte diferente. Tem algo inexplicável que transcende o óbvio.

Lembre-se que em clássico tudo pode acontecer e isso não é lenda. O mais fraco, cresce. Fica gigante. Não que o Flu seja pequeno, jamais. Mas seu elenco perto desse Flamengo é bem inferior. Isso até o torcedor do Tricolor sabe. E é provável que escale o adversário muito mais fácil do que o seu próprio time.

Foto: Alexandre Vidal
Na véspera do clássico, terça-feira (11), o lateral do Fluminense, Gilberto, reconheceu a superioridade do adversário, mas fez um alerta.

“Não sou muito de defender um favoritismo muito grande quando se fala de clássico. Qualquer um pode estar em um dia melhor e vencer. O Fluminense também é muito grande. O Flamengo, na questão financeira, sai na frente de todos os clubes brasileiros, briga com o Palmeiras, mas dentro de campo são 11 contra 11. Quem tiver mais vontade, em um dia melhor, pode conseguir a vitória. Em clássico não tem isso, a rivalidade fala mais alto”, disse o jogador.

Discurso sobre clássico é sempre assim: não tem favorito. E eu não tenho dúvida de que em 10 duelos, esse super Flamengo venceria uns oito, nove jogos contra o atual Fluminense. Mas nesse Fla-Flu, e de duelo único, algo me diz que o Flu vai pra cima do Fla e chegará à final.

Será o segundo encontro dos rivais no ano. No primeiro, o Fluminense levou a melhor com vitória por 1 a 0, gol de calcanhar de Nenê. O Flamengo estava sem os seus principais jogadores e por isso escalou um time de jovens, Sub-20. Até o técnico Jorge Jesus não estava em campo. Opção do time rubro-negro. No retrospecto dos confrontos na história não terá essa explicação.

E digo mais: não duvide se Nenê marcar mais um gol e terminar a Taça Guanabara como artilheiro. O meia-atacante soma cinco gols no campeonato.

Calma, é só um palpite e não é de torcedor. É de alguém que já viu muitos Fla-Flu terem roteiros absurdos em 107 anos que o clássico é disputado.

E pra encerrar, lembro de uma história narrada pelo jornalista e escritor Nelson Rodrigues, apaixonado torcedor do Fluminense. Ele sabia descrever, como ninguém, o significado de um Fla-Flu, o clássico mais empolgante e importante do futebol brasileiro.

"Eu queria dizer que o Fla-Flu apaixona até os neutros. Ou por outra: diante do formidável clássico não há neutros, não há indiferentes. Há sujeitos que não gostam do Fluminense, não gostam do Flamengo, mas estão lá. Encontrei um desses, no último Fla-Flu. No intervalo, fui tomar um café. No caminho, vi o meu conhecido num canto, estrebuchante. E mais: babava na gravata. Aquilo me escandalizou: - 'Ô rapaz! Você não é Flamengo, não é Fluminense. Estás torcendo por quem?'. Arquejou: 'Torço contra os dois'. Mas torcia, o desgraçado..."

Calma, é só um palpite e não é de torcedor. É de alguém que já viu muitos Fla-Flu terem roteiros absurdos em 107 anos que o clássico é disputado.

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