Um espetáculo chamado Flamengo

GILMAR FERREIRA: Como espetáculo, ficou claro que o confronto entre os dois campeões nacionais de 2019 teria de ter sido jogado no mesmo ano.

Porque embora seja uma bela alternativa para a abertura da temporada seguinte, haverá sempre o risco de vermos o duelo em campo neutro entre os vencedores do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil ser realizado da forma como o que acontecera na manhã deste domingo na Arena Mané Garrincha, em Brasília: um time que já era forte iniciar o ano mais reforçado enfrentando um adversário desfigurado e ainda em busca de uma nova identidade.

Por isso era óbvio o favoritismo do Flamengo, agora um supercampeão, teoria confirmada com os 2 a 0 em 45 minutos de jogo, gols da dupla Bruno Henrique e Gabriel Barbosa - este, com quatro em quatro partidas da temporada.

Gabigol com o troféu da Supercopa do Brasil pelo Flamengo - Foto: Alexandre Vidal
Aliás, cabe aqui uma constatação da força ofensiva do time: nos 15 últimos jogos contra clubes do país, só em cinco a equipe de Jorge Jesus deixou de fazer um mínimo de três gols - e tendo na lista adversários como Vasco, Fluminense, Athletico, Grêmio, Palmeiras e Corinthians.

E nos dez últimos, só não fez três gols nas vitórias sobre Madureira e Grêmio (2 a 0 e 1 a 0) e na derrota para o Santos (4 a 0).

Dorival Júnior substituiu Tiago Nunes com a missão de refazer o elenco que nos últimos dois anos conquistou a Copa Sul-Americana de 2018 e a Copa do Brasil de 2019.

E do time que eliminou o Flamengo, em julho, nas quartas da copa do ano passado não estiveram em campo o lateral Jonatan, os zagueiros Leo Pereira e Bambu, o meia Bruno Guimarães, e os atacantes Marcelo Cirino e Marco Ruben - sem falar na má forma de Ronny, que esteve para sair.

Ou seja: bastou o Flamengo repetir o padrão da atuação nos 30 minutos iniciais do Fla-Flu para liquidar o jogo, e sacramentar o título com o gol Arrascaeta na fase final.

Vitória tranquila, sem sustos e que comprova a leitura que temos feito por aqui.

O elenco do Flamengo ganhou conteúdo com as novas contratações, mas o time manteve o formato e a fórmula de jogo - aprimorando apenas o padrão.

A pressão na saída de bola do adversário, com Arrascaeta fazendo o falso centroavante faz de Gabriel Barbosa e Bruno Henrique dois pontas infernais, com condições físicas e técnicas para ocupar diversas faixas do campo.

O time paranaense não conseguiu espaços para articular seu jogo e só conseguiu subir ao ataque quando os rubro-negros tiraram o pé do acelerador.

Mas a essa altura o título já estava moralmente garantido...

A final da Taça Guanabara será mais um jogo-treino para a final da Recopa, no jogo de volta contra o Independiente Del Valle, na Quarta-Feira de Cinzas.

O elenco do Flamengo ganhou conteúdo com as novas contratações, mas o time manteve o formato e a fórmula de jogo - aprimorando apenas o padrão.

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