Zico pede resolução rápida do Flamengo sobre a tragédia no Ninho

UOL: Pouco mais de um ano depois da tragédia no Ninho do Urubu, o maior ídolo do Flamengo faz cobranças à diretoria do clube. Em entrevista ao DAZN, Zico deu sua opinião sobre as negociações do Rubro-Negro com as famílias dos dez jogadores que foram vítimas do incêndio (assista no vídeo abaixo).

- Olha, para você fazer qualquer comentário, tem que estar bem por dentro do que está acontecendo. É importante sempre saber ouvir as duas partes. Tirar os interesses políticos e financeiros dessa história. Então, isso não é a primeira vez que acontece, em termos de tragédias. Já aconteceram outras no esporte, e tem muita gente que quer tirar proveito disso, de alguma forma. Isso tem que ser analisado com calma. Eu gostaria que Deus iluminasse a diretoria do Flamengo para que tomasse as decisões e resolvessem isso de uma vez por todas. Porque não tem preço, uma vida não tem preço. Então, vai da sensibilidade, do carinho, o lado humano, de você não levar só a parte jurídica. A diferença está nisso daí. Muitos reclamam dessa falta da parte humana, aí os dirigentes falam que não, que não tem esse contato direto porque tem muitos advogados no meio… -, disse, antes de prosseguir:


- Você tem que impor, tem que ir atrás, tem que tentar resolver mais a parte humana do que propriamente do que litígio da parte política ou financeira. A gente fica na torcida para que esse caso se resolva logo. O clube solta notas, o clube fala que já resolveu muita coisa com as famílias, aí vem um e fala outra coisa. Entra gente que não tem nada a ver com isso para tentar defender A ou B, e fala um monte de besteira. Então, o que nós temos é que perdemos dez vidas, algumas sequelas podem ficar para outros que sobreviveram. Isso não tem preço e não tem área política que pague o que vai ser daqui para frente. Esses meninos serão sempre lembrados. Eu posso dizer, tendo dois netos jogando lá, imagina se um dos netos estivesse lá também… Eu me coloco nessa posição. Porque teve um menino que não era pra ficar, ficou só porque era amigo do outro. Então tem uma série de coisas. Foi muito triste para todos nós, uma grande tragédia na história do clube. Por isso, tinha que ser resolvido mais a parte humana do que propriamente a parte jurídica ou política -, encerrou.

O incêndio no centro de treinamento do Flamengo matou dez atletas das categorias de base do clube, e outros três ficaram feridos. O ocorrido completou um ano no último dia 8, data em que ficou claro o abismo entre a diretoria do clube e familiares das vítimas: no mesmo dia em que o presidente Rodolfo Landim compareceu a uma missa em memória dos meninos, famílias destes foram barradas no CT. Agora, o clube trabalha por uma reaproximação.

Zico deu sua opinião sobre as negociações do Rubro-Negro com as famílias dos dez jogadores que foram vítimas do incêndio.

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