Alta da moeda fará o Flamengo pagar mais por Thiago ao Náutico

GLOBO ESPORTE: A parcela atrasada pelo Flamengo de 250 mil euros (pouco mais de R$ 1,5 milhão), referente à compra do atacante Thiago, representa duas folhas salariais completas do Náutico. O valor pesa nos cofres do clube, mas, protegido pelo contrato de venda do prata da casa, o Timbu, confiante de chegar a um acordo, vê a dívida como um investimento.

O presidente do Alvirrubro, Edno Melo, explica que os pagamentos obedecem à variação da cotação do euro, com um valor mínimo. Ou seja, o Náutico tem a garantia de receber de acordo com o número registrado na data de venda do atleta (12 de dezembro de 2019), caso a moeda estrangeira sofra uma queda.

Foto: Alexandre Vidal
“Pelo acordo, o pagamento precisa ser feito pela cotação do dia ou a cotação do dia da compra. Esse é o termo que diz o contrato. Com essa variação cambial, imagino que possamos até ter um aumento do valor a ser recebido.”

Quando acertou a venda de Thiago ao Flamengo, o euro correspondia a R$ 4,56. Quase cinco meses depois, com a alta da moeda estrangeira em meio à pandemia causada pela Covid-19, o valor está em R$ 6,03, de acordo com a cotação da última terça-feira registrada pelo Banco Central.

Em relação à parcela atrasada (de 250 mil euros) referente ao mês de abril, por exemplo, o valor convertido sofreu um aumento de aproximadamente R$ 367 mil em relação ao dia da venda do atacante. Subiu de R$ 1,14 milhão para R$ 1,507 milhão.

Além de abril, o Flamengo também tem previstos outros três depósitos de 250 mil euros, que antes do atraso informado pelo clube carioca estavam previstos para acontecer em junho, agosto e outubro. As conversas entre Alvirrubro e Rubro-negro envolvem o pagamento da parcela atrasada, assim como os demais vencimentos.

Vale lembrar que, com quedas de receita em meio à paralisação das competições por conta do novo coronavírus, o Náutico também enfrenta dificuldades financeiras. Por esse motivo, inclusive, acertou uma redução de 25% nos salários para o mês de abril. Em que apenas aqueles que recebem até R$ 5 mil ficaram fora do corte.

Protegido pelo contrato de venda do prata da casa, o Timbu, confiante de chegar a um acordo, vê a dívida como um investimento.

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