Indenização proposta pelo Flamengo é superior a de outros casos

COLUNA DO FLA: A maior tragédia da história do Flamengo foi o incêndio que atingiu o Centro de Treinamento do Ninho do Urubu e culminou na morte de 10 meninos das categorias de base. Um ano e cinco meses depois do acidente, o Rubro-Negro só conseguiu indenizar as famílias de três vítimas fatais e, em diversas oportunidades, jornalistas e torcedores de times rivais trazem o assunto à tona. Nesta segunda, o vice-presidente geral e jurídico, Rodrigo Dunshee, esteve ao vivo na FlaTV e esclareceu a questão.

– A questão mais difícil é a das indenizações, porque depende não só da vontade do Flamengo, como das famílias. Nesse quesito, a gente fez três acordos, com três famílias de vítimas fatais. Os outros sobreviventes e pessoas que sofreram lesões como o Jhonata, a gente resolveu também, mas as vítimas fatais foi uma proposta muito adequada para a situação, muito superior, já falamos isso mil vezes. Muito superior ao que se é dado na justiça e os acordos que são feitos por aí. Chapecoense, Brumadinho… Super acima e o Flamengo tem consciência. Mas, para fazer acordo depende de duas partes -, explicou Rodrigo, antes de continuar:

Foto: Alexandre Vidal
– A gente acabou fazendo três acordos e meio. As outras seis famílias, uma está judicializada, que pediu R$ 7 milhões (a mãe do Rikelme), não houve acordo ainda (…)  A gente quer resolver a questão financeira, mas a gente entende que o tempo está passando e o valor pode ser corrigido. mas o valor que demos para as três famílias, não pode ser superior para as outras. Não pode dar mais para uma família do que para outra. Não seria justo com a família que fez o acordo primeiro, que acreditou no Flamengo em primeiro lugar -, concluiu o dirigente.

Rodrigo Dunshee contou que recentemente encontrou com um dos pais que teve o filho morto na tragédia. Ele disse que está com a consciência tranquila e repetiu o que a diretoria tem dito: não pretende aumentar o valor que foi dado para as famílias que já entraram em acordo.


- Outro dia estive na Alerj com o Edson, pai do Pablo. Conversamos. Ele tinha perguntado como nós, eu e o Landim, dormíamos, se tínhamos filhos... Eu sou advogado do Flamengo. Eu chego em casa e durmo, porque não tive culpa. A questão financeira é diferente da questão afetiva. Queremos resolver. Entendemos que o valor que demos para as três famílias e meia não pode ser superior. Não seria justo. Podemos dar a correção. O Flamengo sabe da responsabilidade que tem - contou.

O incêndio que atingiu o Ninho do Urubu completou um ano em 8 de fevereiro e as investigações seguem em andamento. No dia 07, a Polícia Civil concluiu o inquérito que apurava os responsáveis pelo incêndio e indiciou o ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, e outras sete pessoas por dolo eventual e 14 tentativas de homicídio. O documento foi entregue ao Ministério Público Estadual e a investigação está por conta do órgão.

O Rubro-Negro só conseguiu indenizar as famílias de três vítimas fatais.

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