Enquanto o Flamengo cresce, Corinthians perde moral com Globo

COSME RIMOLI: São Paulo é a praça que mais interessa à Globo.

Por um motivo óbvio.

É a capital mais rica, mais consumista da América Latina.

E os patrocinadores querem resultado onde estão aqueles que podem comprar.

Desde a pandemia, a emissora carioca está encurralada.

Precisa colocar 65 partidas que constam em contrato com seus patrocinadores.

Ambev, Casas Bahia, Chevrolet, Hypera Pharma, Itaú e Vivo comprometeram R$ 1,8 bilhão com a dona do monopólio do futebol na tevê aberta do Brasil, em 2020.

Foto: Divulgação
Depois dos fracassos de audiência com a Seleção Brasileira Masculina e, principalmente, da Feminina.

Vale lembrar.

A conquista do pentacampeonato, em 2002, chegou a 21 pontos. Depois, a vitória na Copa das Confederações em 2005, 14 pontos.

Aí, veio a pior final de todas as Copas do Mundo. Brasil e Itália conseguiu apenas 16 pontos. Aí, nova decisão da Copa das Confederações, só que a de 2013. Audiência de 14 pontos.

Na semana passada, apavorantes 10 pontos com a Seleção de Marta vencendo o Panamericano de 2007, contra as reservas dos Estados Unidos.

Foi o basta e a saída foi apostar nos clubes.

E ontem, os clubes mais populares foram vistos vitoriosos.

Para São Paulo, o Corinthians vencendo o Chelsea em 2012 e conquistando o Mundial.

Se alguns torcedores fanáticos soltaram rojões quando o replay mostrou Guerrero marcando o único gol no Japão, a maioria das tevês não acompanhou sequer o jogo.

A média de audiência foi péssima.

14 pontos.

Executivos globais não levaram em consideração a rejeição dos torcedores que não são corintianos. Qual a alegria em ver um time rival comemorando um título?

Mesmo corintianos já sabiam o que iria acontecer.

Outra vez, situação péssima para os patrocinadores.

Lembrando que a média do Brasileiro de 2019 chegou a 23 pontos.

O Corinthians espantou a audiência.

O filme "O Bom Gigante Amigo", que antecedeu a partida, na programação da emissora carioca, chegou aos 18 pontos.

Pior para o programa de Fausto Silva e seus patrocinadores, que receberam a audiência baixa.

No Rio de Janeiro, o Flamengo, time mais popular do Brasil, chegou a 22 pontos, com a vitória na final da Libertadores, contra o River Plate.

Ainda assim, abaixo da média do Brasileiro.

A tendência é piorar.

Na semana que vem, a capital paulista verá o São Paulo vencer o Mundial de 2005.

Para o Rio, Barcelona do Equador e Vasco, final da Libertadores de 1998.

Que patrocinador pode ficar feliz com seus produtos vistos em replays, com cada vez menos torcedores acompanhando os jogos?

Ao preço de R$ 1,8 bilhão...

O Corinthians espantou a audiência. O filme que antecedeu a partida, na programação da emissora carioca, chegou aos 18 pontos.

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