Fala de "tato" da diretoria do Flamengo é questionada no clube

UOL: A cronologia dos acontecimentos e a 'blindagem' inicial ao elenco em meio à crise financeira provocada pela pandemia de coronavírus causaram mal-estar no Flamengo. Ontem (30), o clube demitiu funcionários de diversas áreas, mas a redução nos vencimentos do grupo principal ainda é discutida.

O que causou insatisfação interna foi a "falta de tato" demonstrada diante da situação. As demissões e cortes salariais de alguns funcionários vieram antes mesmo da redução dos vencimentos do elenco. Alguns conselheiros chegaram a contestar os critérios utilizados para as baixas.

A diretoria até tem essa diminuição dos salários dos jogadores em pauta, mas ainda sem avanços sobre o assunto neste primeiro momento.

Foto: Venê Casagrande
Tais ações envolvendo os empregados do Rubro-Negro aconteceram pouco mais de um mês depois da assinatura do balanço financeiro do clube. No documento, a diretoria garantiu que "a Administração do CRF fez um teste de stress usando as informações disponíveis e projetando um cenário de interrupção de jogos por até 3 meses. A conclusão é de que os impactos financeiros são absorvíveis e não representam risco de continuidade nas operações".

De acordo com pessoas próximas à diretoria, avalia-se, internamente, que o cenário analisado para a concepção do balanço "mudou drasticamente", uma vez que alguns acordos comerciais sofreram alterações - citando exemplos do Azeite Royal, que rompeu o vínculo, e o fato de a Adidas ter atrasado o pagamento de uma das parcelas previstas em contrato.

Além dos cortes no quadro de funcionário, que devem se estender até hoje (1), o Flamengo, na noite de ontem (30), oficializou um acordo coletivo com o Sindiclubes (Sindicato dos Empregados em Clubes, Federações e Confederações Esportivas e Atletas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro) para a redução dos salários dos funcionários.

Segundo o documento, para aqueles que ganham acima de R$ 4 mil mensais, a redução de até 25% acontecerá sobre a mais que o piso estabelecido. Inicialmente, a resolução é válida até o fim de junho, mas há a possibilidade de ser estendida.

Alguns conselheiros chegaram a contestar os critérios utilizados para as demissões.

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