Jogadores do Flamengo estão receosos quanto à volta aos treinos

GOAL: Raisa Simplicio

Maior entusiasta pela volta dos treinos no futebol profissional do Rio de Janeiro, a diretoria do Flamengo está sendo pressionada a pelo menos repensar a decisão. Na última segunda-feira, 4, o clube recebeu a notícia da morte do massagista Jorginho, funcionário do Rubro-Negro há 40 anos e muito querido nos bastidores. Além disso, vários funcionários testaram positivo para o primeiro exame da covid-19 (uma contraprova está sendo aguardada antes do pronunciamento oficial) e líderes do elenco expuseram preocupação com o retorno das atividades.

O clube vive ainda um dilema com as autoridades do Rio de Janeiro. Em manifestação oficial, o governador Wilson Witzel deixou claro que as regras do isolamento se aplicam nesta situação e que não é a favor da retomada dos treinos. Diante deste cenário, o Flamengo acionou o departamento jurídico, pois entende que cabem interpretações diferentes sobre os decretos dos orgãos públicos e que eles não seriam suficientes para vetar a reabertura do Ninho do Urubu.

Foto: Alexandre Vidal
Diego Ribas e Everton Ribeiro, líderes do elenco, participaram de um vídeo da FENAPAF e, que jogadores pedem para serem ouvidos sobre questões salariais e sobre a volta do futebol (veja aqui). Eles alertam que precisam de "trabalho seguro e "pensar na saúde de todos nós". A voz dos capitães é um consolo aos funcionários do CT, que estão com medo do retorno das atividades.

O Flamengo buscou na Alemanha um modelo para viabilizar o retorno. A ideia é voltar em grupos treinando de forma separada após o resultado de todos os exames e com aval do departamento jurídicio, uma vez que não há liberação dos orgãos de saúde nesse momento.

A voz dos capitães é um consolo aos funcionários do CT, que estão com medo do retorno das atividades.

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