Caetano rebate Cacau Cotta e relembra título Carioca invicto

BLOG DO ALEXANDRE PRAETZEL: O Inter vive uma situação financeira difícil, assim como todos os times brasileiros. A paralisação do futebol deixou o clube com poucas receitas, tendo a necessidade de vender atletas. Durante a pandemia, a diretoria prorrogou os contratos de Uendel e Rodrigo Lindoso e renovou o compromisso com Rodrigo Dourado.

O blog entrevistou Rodrigo Caetano, diretor-executivo de futebol. No papo exclusivo, Caetano admitiu o momento delicado e se posicionou a favor do Clube/Empresa, com responsabilização maior para os gestores das equipes. Confiram.

Você é a favor do Clube/Empresa?

Foto: Divulgação
Defendo essa ideia sempre. Aumenta muito a responsabilidade dos clubes, com gestões mais profissionais, generalizando é claro, responsabilizando seus gestores. Aí poderemos falar de orçamento e caixa. Hoje isso não é respeitado muitas vezes. Com uma, duas derrotas, rasga-se o protocolo e planejamento. Num novo modelo, haverá enormes barreiras que vão proteger clubes e instituições, sem falar na capacidade de captar recursos externos. Os clubes praticamente sobrevivem da venda de atletas e você trabalha para o atleta vir da base e gerar nova receita, se não você não sobrevive, não consegue pagar salários. Não dá mais para trabalhar com orçamento onde 30% é planejado em cima da venda de atletas. Começa o ano com a espada na cabeça, sabendo que tem que vender uma, duas peças do elenco. Aí, é muito difícil, vivendo essa realidade no Brasil.

Há propostas por algum nome do elenco?

Zero. Temos bons valores com um elenco extremamente equilibrado, mas vejo que a temporada europeia está retomando suas ligas para terminar seus campeonatos. Talvez no final de julho, início de agosto, as coisas sejam retomadas normalmente.

Inter pode contratar alguém?

Não trabalhamos com nenhum tipo de tentativa. Se tivermos alguma perda ou alguma venda, aí vamos buscar peças de reposições, sem investimento ou com o mínimo possível. A ideia é ter responsabilidade e não será diferente agora, mantendo o elenco competitivo.

Haverá um desequilíbrio técnico no retorno do Estadual?

É possível que sim. Todos nós estamos preocupados com uma retomada e que isso seja feito de maneira segura. As equipes da capital sofrem no início da temporada e talvez agora seja uma situação inversa, atípica. Por conta da pandemia, por mais que seja um diferencial para a dupla Grenal, o importante é finalizar o Estadual com a maior segurança possível. Há uma data prevista para recomeçarmos dia 19 de julho.

Grenal logo no retorno?

Exatamente. No Beira-Rio, com portões fechados. Penso que já neste primeiro jogo não haverá tolerância e algumas verdades absolutas já serão ditas em razão deste enfrentamento. É assim que funciona. Trabalhamos num ambiente que mexe com a paixão, mas nós vamos trabalhar com a realidade duríssima que nos espera, na questão financeira. O Inter precisa vender atletas e hoje não temos condições de investir, enquanto negociamos reduções de salários com funcionários e jogadores.

Você foi criticado pelo Cacau Cotta (veja aqui), diretor do Flamengo, por ter contratado 42 jogadores e não ter ganho títulos na tua passagem.

Por mais respeito que eu tenha por ele, não fazia parte da diretoria na época. Ele tem o direito de se expressar e eu tenho direito de discordar. Flamengo não tinha dinheiro e todos os profissionais anteriores trabalharam na reconstrução árdua do Flamengo. Apesar dele não considerar o título carioca algo importante, o Flamengo foi campeão invicto em 2017. Nosso trabalho foi muito sólido, ajudando o Flamengo chegar na situação atual. Dos 42 nomes que ele fala, isso vai de 2015 a 2018. Conseguimos vender vários jogadores como Samir, Jorge e depois Vinícius Jr. para o Real Madrid. Em termos de investimento, o único aporte interessante foi com o Éverton Ribeiro por seis milhões de euros, só depois da venda do Vinícius por 45 milhões de euros. Cacau não fez parte disso e talvez pudesse ter uma opinião diferente. Lamento a forma até mal educada dele, nesta questão.

Rodrigo Caetano chegou ao Inter, em 2018, após ter trabalhado no Flamengo. O Inter está disputando Estadual e Libertadores da América e ainda terá a Série A do Brasileiro e a Copa do Brasil.

Apesar dele não considerar o título carioca algo importante, o Flamengo foi campeão invicto em 2017.

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