Flamengo e Banco BRB passam a ser sócios; entenda

O DIA / METRÓPOLES: Depois das especulações sobre acordo com a Amazon e Americanas, o Flamengo acertou novo patrocinador master nesta sexta-feira. O Banco Estatal de Brasília (BRB) é o mais novo nome a ser estampado no lugar mais nobre da camisa do Flamengo. O anúncio foi feito pelo presidente do rubro-negro, Rodolfo Landim, através das redes sociais do clube.

"O Flamengo está estabelecendo uma parceria com o Banco BRB, um dos bancos mais importantes do país. Na parceira, o Flamengo vai entrar com diversas propriedades, como engajamento da torcida e participação na rede social. Nós vamos desenvolver alguns produtos, como seguros e cartões de crédito, que uma vez isso feito, o clube terá uma parte do benefício de todos esses produtos", disse Landim.

Banco BRB na camisa do Flamengo - Foto: Divulgação
O acordo prevê a criação de uma governança compartilhada com participação de dirigentes das duas instituições. Também estabelece um mínimo garantido de R$ 32 milhões ao Flamengo caso não haja proventos advindos das operações financeiras. Esse valor será abatido dos dividendos. Em um primeiro momento, não haverá mudança da natureza jurídica de nenhuma das partes, mas em uma segunda etapa será criada uma empresa que vai formalizar a existência do banco digital. Até lá, a plataforma surge como um produto da carteira de negócios com o chassi do BRB. As transações bancárias envolvendo o clube, como pagamento de salários de jogadores e de funcionários, passarão pelo BRB.

O acordo estabelece a divisão de lucros igualitária entre o BRB e o Flamengo. Ou seja: 50% para cada. A expectativa do BRB é de abrir 1,5 milhão de contas digitais, emitir 3 milhões de cartões pré-pagos e, já no primeiro ano, movimentar R$ 5 bilhões em transações financeiras.

Serão criados benefícios específicos para agradar os torcedores como, por exemplo, viagens para acompanhar o time em futuras disputas de campeonato em premiação de títulos de capitalização. A expectativa do BRB é de abrir 1,5 milhão de contas digitais, emitir 3 milhões de cartões pré-pagos e, já no primeiro ano, movimentar R$ 5 bilhões em transações financeiras.


Na prática, o acordo entre a empresa e o clube funcionará nos mesmos moldes que o BS2 atuava, com uma plataforma digital do banco dividida com o clube. É um modelo de negócio que tem se repetido no futebol brasileiro desde 2017 quando o Banco Inter passou a patrocinar o São Paulo. A partir de 2019, com a saída da Caixa do patrocínio no futebol, Vasco, Corinthians e Atlético Mineiro (com BMG) e Athletico Paranaense e Cruzeiro (com Digi+) adotaram o mesmo modelo.

Anteriormente, o Flamengo negociava com a Amazon, empresa americana de streaming e venda digital e chegou a ser especulado um possível acordo com a Americanas, que ganhou força após a empresa brincar com a situação nas redes sociais.

O Banco de Brasília é uma empresa de capital aberto, com sociedade mista. O maior acionista da companhia é o governo do Distrito Federal. Em 2019, obteve lucro superior a R$ 420 milhões. A aproximação, no entanto, não é novidade. Em julho de 2019, a empresa assegurou um contrato de patrocínio ao time de basquete do clube carioca. O aporte máster aos rubro-negros custou R$ 2,5 milhões à entidade financeira.

O acordo prevê a criação de uma governança compartilhada com participação de dirigentes das duas instituições.

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