Juca Kfouri diz entender patrocínio do Banco BRB no Flamengo

UOL: O Flamengo anunciou na última semana o acerto com o novo patrocinador, o Banco de Brasília, que tem como seu maior acionista o Governo do Distrito Federal, cujo governador Ibaneis Rocha (MDB) é torcedor do clube rubro-negro. Os valores podem alçar o clube carioca num patamar ainda maior que os rivais, algo que já havia demonstrado em 2019 devido ao poderio financeiro.

O jornalista Juca Kfouri analisa a dificuldade de os clubes conseguirem se destacar por um longo período no futebol brasileiro e também sobre o acordo por intermédio político, citando outras equipes que se aproximaram de governos, como o Corinthians, e no que resultou esse tipo de ligação.

Foto: Divulgação
"Nós estamos historicamente diante do quadro da dificuldade dos nossos clubes se autossustentarem", diz Juca.

"O Palmeiras, nos anos 90, parecia que ia ser o time que ia botar anos na frente dos outros, no que a Parmalat foi embora. Depois se soube que a Parmalat não era outra coisa que não uma grande operação de lavagem de dinheiro, descoberta pela operação Mãos Limpas. O Palmeiras até para a segunda divisão [do Brasileirão] foi. Depois, vimos o São Paulo dominar a primeira década deste século e não ser capaz de se sustentar. O Corinthians dominar a segunda e também não ser capaz de se sustentar", completa.

Juca vê o Flamengo em vantagem sobre o Corinthians em relação à ligação a governantes devido ao estádio que virou um problema para as finanças do clube paulista. Ele ressalta também que não vê problema em o clube rubro-negro contar com o patrocínio de um banco público.

"Diferentemente do que se dá nesse momento do Flamengo, o Corinthians ficou como legado da parceria com o governo, ficou com o mico do estádio e esse mico faz com que o Corinthians padeça a situação que padece, sendo que o Corinthians também na primeira década do século fez aquela parceria com a MSI, com a máfia russa, com dinheiro sujo, e tão logo perdeu aquela mamata, também caiu para a segunda divisão", diz o jornalista.

"Eu vejo a situação do Flamengo diferente. Apesar do Bolsolandismo, a escolha de um banco misto, isso também faz parte da história do futebol brasileiro, com Caixa Econômica, com Banco do Brasil, porque, na verdade, esses bancos precisam concorrer com os bancos privados", conclui.

Os valores podem alçar o clube carioca num patamar ainda maior que os rivais, algo que já havia demonstrado em 2019 devido ao poderio financeiro.

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