Maurício Prado chama Bap de "Eurico do Flamengo"

BLOG DO RENATO MAURÍCIO PRADO: Luiz Eduardo Baptista, o Bap, vice-presidente de relações externas do Flamengo e alter ego do presidente Rodolfo Landim, é bem mais do que um personagem polêmico. Ex-companheiros na Sky (que presidiu até outubro de 2018) e sócios, membros da diretoria e dos conselhos do Flamengo costumam defini-lo como uma pessoa egocêntrica, insensível, irascível e de dificílimo trato. A torcida, em sua maioria, não gosta dele — e os muros da Gávea já foram até pichados pedindo sua saída.

É sobejamente conhecida sua disputa de poder com o vice-presidente de futebol, Marcos Braz, o maior responsável pela contratação de Jorge Jesus e pelo excelente trabalho desenvolvido com o elenco do Fla. Se dependesse apenas da vontade de Bap, a despeito de todos os títulos conquistados, Braz já teria sido defenestrado, como foi Paulo Pelaipe.

Rodrigo Dunshee, Rodolfo Landim e Luiz Eduardo Baptista no Flamengo - Foto: Divulgação
Sabidamente avesso aos jornalistas, Bap, nos últimos dias, resolveu dar entrevistas. E foi falando a youtubers rubro-negros (sua plateia cativa e predileta) que resolveu se soltar. Primeiro, disse que chegou a pensar seriamente em contratar um pistoleiro para matar Lucas Pratto (confessou que desistiu da ideia por medo de ser preso); depois, contou que ele e seus pares achavam que Abel, quando dirigia o Flamengo, estava "de sacanagem", "ou bêbado, ou drogado".

Falou esses absurdos, sem pensar? Não creio! Pode-se acusar o controverso cartola de muitas coisas, menos de ser burro. O que ele visava era agradar aos torcedores mais fanáticos (aqueles que acham que vale até cometer crimes para vencer) e aos muitos que nunca morreram de amores pelo treinador — que, é importante que se lembre, ele próprio fez questão de contratar, no início do ano passado. Bap não admitirá agora, mas é candidatíssimo a suceder Landim e sabe que seu maior adversário é o simpático e popular Marcos Braz.

É duro constatar, mas, quem diria, o Flamengo tem agora um "eurico miranda" pra chamar de seu. Que tristeza! Justamente num dos momentos mais gloriosos de sua história.

Se dependesse apenas da vontade de Bap, a despeito de todos os títulos conquistados, Braz já teria sido defenestrado, como foi Paulo Pelaipe.

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