"Mais pressão não vai ajudar", avisa goleiro do Flamengo.
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Foto: Grêmio FBPA / Lucas Uebel |
EXTRA GLOBO: Se faltava algum ingrediente para a panela de pressão do Flamengo, a derrota diante do Grêmio, neste domingo, por 1 a 0, apimentou ainda mais a indigesta crise. O jejum de 22 anos sem vencer o clube gaúcho, na Arena do Grêmio, pelo Brasileiro, foi mantido, ainda que o Rubro-negro tenha lutado até o apito final.
Um dos destaques, o goleiro Paulo Victor, com boas defesas, impediu a fervura do clube em temperatura ainda maior. E aproveitou o protagonismo no jogo para fazer cobranças ao time e, também, a divisão da responsabilidade em fatias iguais:
—Tem coisas que a gente não explica. A gente sabe que não vai mudar todo o elenco. A paciência de todos acabou. A indignação não é seletiva, só do torcedor. Não adianta apontar culpados. Todos nós temos culpa. Ninguém é isento. Chegou a hora de repensar e saber que a paciência do torcedor acabou — disse o goleiro, ao sair de campo após a partida.
Substituto do técnico Muricy Ramalho, afastado devido a uma arritmia cardíaca, Jayme de Almeida optou por uma formação mais conservadora. Ele surpreendeu ao barrar Arão e Mancuello, e escalar Márcio Araújo e Gabriel no time titular.
O gol de Fred, aos 8 minutos do segundo tempo, castigou a falta de ousadia de Jayme e escancarou a já conhecida incompetência da defesa rubro-negra. O jovem Léo Duarte foi o vilão da vez, ao afrouxar a marcação.
O Flamengo lutou, guiado principalmente por Alan Patrick. E Guerrero, em impedimento, chegou a ter um gol anulado já nos acréscimos.
Na quarta-feira, o Rubro-negro enfrenta a Chapecoense, no Raulino de Oliveira.
— Sabemos que a cobrança é total na gente. Não adianta. Mais pressão sobre a gente não vai ajudar — encerrou Paulo Victor, certo de que a fervura pode queimar o filme de todo o time.